Pressionada pelos juros altos e pela desaceleração da economia, a criação de empregos formais caiu no Brasil em 2025. Os dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, apontam que 1.279.498 postos de trabalho com carteira assinada foram abertos no ano passado.
O indicador mede a diferença entre contratações e demissões. O saldo é 23,73% menor em relação a 2024, quando o país tinha criado 1.677.575 empregos. Os dados trazem ajustes, quando o Ministério do Trabalho registra declarações entregues fora do prazo pelos empregadores e retifica os dados de meses anteriores.
Apenas em dezembro, mês tradicionalmente marcado por demissões, foram eliminados 618.164 empregos, 11,29% a mais em relação ao mesmo mês de 2024. No mesmo mês do ano anterior, tinham sido fechados 555.430.
Em relação aos meses de dezembro, o total foi o pior desde dezembro de 2020, quando foram eliminadas 156.243 vagas. A mudança da metodologia do Caged não torna possível a comparação com anos anteriores a 2020.
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Mesmo com a queda em dezembro, na divisão por ramos de atividade, todos os cinco setores pesquisados criaram empregos formais em 2025.
Nos serviços, a criação de empregos foi puxada pelo segmento de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, com a abertura de 318.460 postos formais. A categoria de administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais abriu 194.903 vagas.
Na indústria, o destaque positivo ficou com a indústria de transformação, que contratou 114.127 trabalhadores a mais do que demitiu. Em segundo lugar, ficou o segmento de água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação, que abriu 14.346 vagas. A indústria extrativa abriu 9.554 vagas em setembro
Todas as cinco regiões registraram abertura de vagas formais no ano passado.
>> Veja abaixo o desempenho de cada região:
Na divisão por unidades da Federação, todas registraram saldo positivo em 2025. Os destaques na criação de empregos foram São Paulo (+311.228 postos); Rio de Janeiro (+100.920) e Bahia (+94.380).
Os menores saldos de criação de emprego foram registrados no Tocantins (+7.416 postos); Acre (+5.058) e Roraima (+2.568).
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