Você abriu o carnê do IPTU 2026 e achou que o valor estava diferente? A Prefeitura de Campo Grande explica o que mudou, por que isso aconteceu e reforça que o imposto não teve aumento real, apenas a atualização prevista em lei para acompanhar a inflação.
Segundo o diretor-executivo da Sefaz, Ricardo Viera, o cálculo do IPTU considerou a atualização monetária de 5,32%, índice do IPCA-E, que reflete a variação do custo de vida no país.“A Prefeitura não alterou a base de cálculo dos imóveis. O que houve foi a atualização pela inflação, para manter o valor do imposto compatível com os custos atuais da cidade. Não existe aumento além disso”, explica o diretor.

Ricardo ressalta ainda que a Planta Genérica de Valores, que serve de base para o cálculo do IPTU, não foi reajustada acima da inflação. A Sefaz esclarece que, em situações específicas, o valor final do IPTU pode ser diferente do ano anterior por motivos que não estão relacionados a aumento do imposto, mas sim a atualizações cadastrais.
Nos imóveis construídos, por exemplo, isso pode ocorrer quando há ampliação da área do imóvel. “Se a casa tinha 100 metros quadrados e passou a ter 150, o imóvel ficou maior e mais valorizado. Isso gera atualização no cadastro, mas não tem relação com aumento da planta de valores”, explica Ricardo Viera.
Já nos terrenos, o valor do IPTU pode variar conforme as melhorias existentes no entorno, como: rede de água, energia elétrica, esgoto, pavimentação, escolas ou unidades de saúde próximas.
Nesses casos, o que muda é a alíquota aplicada, que pode variar de 1% a 3,5%, conforme a quantidade dessas melhorias.
Alguns contribuintes questionam por que melhorias feitas há anos só impactaram o IPTU agora. A explicação é que essas informações podem ser identificadas posteriormente, por meio de vistorias ou atualização dos sistemas.
Mesmo assim, a Prefeitura optou por não cobrar valores retroativos. “Mesmo quando a melhoria aconteceu há anos, a cobrança passa a valer somente daqui para frente. Essa foi uma decisão para não onerar o contribuinte”, destaca o diretor-executivo da Sefaz.
A taxa de coleta de lixo também foi atualizada apenas pelo índice inflacionário. O que pode ter ocorrido em alguns bairros é um reenquadramento do perfil socioeconômico, baseado em estudos técnicos realizados com apoio da Fundação Getulio Vargas (FGV) e dados do IBGE. “A cidade muda ao longo do tempo. Há bairros que crescem, outros que se readequam. Esse enquadramento é técnico e pode resultar tanto em aumento quanto em redução da taxa”, explica Ricardo Viera.
O contribuinte pode verificar todos os detalhes diretamente no carnê do IPTU, comparando com o do ano anterior. Nele constam informações como: valor venal do imóvel, área construída, alíquota aplicada, possíveis atualizações cadastrais. “Ao fazer essa comparação, fica mais fácil entender se houve apenas a atualização pela inflação ou alguma mudança no cadastro”, orienta o diretor.
Para onde vai o dinheiro do IPTU?
O dinheiro pago no IPTU volta para a própria cidade. Ele entra no caixa da Prefeitura e é usado para manter os serviços do dia a dia e fazer melhorias que beneficiam toda a população.
Com esse recurso, a Prefeitura investe em áreas importantes como: saúde, para manter postos de saúde, atendimentos e programas básicos; educação, ajudando no funcionamento de escolas e creches municipais; ruas e bairros, com obras de asfalto, tapa-buracos, calçadas e iluminação; serviços essenciais, como coleta de lixo, limpeza urbana e manutenção da cidade; assistência social e servidores, garantindo atendimento a quem precisa e o trabalho dos profissionais que cuidam da cidade.
Em resumo, o IPTU ajuda a cidade a funcionar. É com esse dinheiro que a Prefeitura mantém serviços, cuida dos bairros e investe em melhorias que fazem parte do dia a dia da população.
Desconto para pagamento à vista
Para quem optar pelo pagamento à vista, o desconto em 2026 será de 10%. Apesar da redução em relação aos anos anteriores, o percentual ainda está acima da média praticada em grandes cidades brasileiras. “Campo Grande continua entre as cidades que oferecem maior desconto. Em São Paulo, por exemplo, o desconto é de 3%, e no Rio de Janeiro, 5%”, ressalta Ricardo Viera.
Em caso de dúvidas, os contribuintes podem procurar os canais oficiais da Sefaz ou a Central de Atendimento ao Cidadão.
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