Sexta, 17 de Abril de 2026 19:38
Dólar comercial R$ 4,99 -0,01%
Euro R$ 5,86 -0,40%
Bitcoin R$ 407.299,81 ++2,80%
Bovespa 195.733,52 pontos -0.55%
Economia Economia

Vale a pena esperar “pouco tempo” por acordo Mercosul–UE, diz Haddad

Ministro diz ter conversado com o presidente francês, Emmanuel Macron

18/12/2025 19h36
Por: Redação Fonte: Agência Brasil
© Valter Campanato/Agência Brasil
© Valter Campanato/Agência Brasil

Um eventual atraso no acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE) pode viabilizar a conclusão do tratado, disse nesta quinta-feira (18) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Segundo o ministro, é necessário mais tempo para esclarecer os agricultores europeus de que eles não serão prejudicados.

“Vale a pena insistir um pouco mais nessa minha percepção. Porque, primeiro, não há prejuízo. Não há prejuízo para os agricultores italianos e franceses. Não há”, disse Haddad.

A declaração foi feita em café da tarde com jornalistas, antes de a Comissão Europeia comunicar oficialmente o adiamento da assinatura do acordo para janeiro.

A formalização do acordo estava prevista para este sábado (20), durante a cúpula do Mercosul em Foz do Iguaçu (PR), mas enfrentou resistência de países europeus, especialmente França e Itália, diante da pressão de agricultores contrários ao pacto.

No café com jornalistas, Haddad disse que enviou uma mensagem a Macron destacando que o acordo vai além do aspecto comercial e tem relevância geopolítica.

“O que está em jogo é um acordo de natureza política, com um sinal claro para o mundo de que não podemos voltar a um ambiente de tensão entre dois blocos fechados”, afirmou.

Segundo o ministro, não há prejuízo econômico para agricultores franceses e italianos, uma vez que o texto negociado prevê salvaguardas. Ele atribuiu parte da resistência à exploração política de sensibilidades internas. “Isso não corresponde ao conteúdo do acordo”, disse. Haddad avaliou que, se os europeus precisarem de “pouco tempo” para esclarecer o tema à opinião pública, “vale a pena esperar”.

Meloni

Mais cedo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ter conversado por telefone com a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni. S egundo Lula, ela não é contra o acordo, mas enfrenta dificuldades políticas internas e pediu um prazo de até um mês para convencer os agricultores italianos. “Ela pediu paciência de uma semana, dez dias, no máximo um mês”, disse o presidente.

A França é um dos principais opositores ao acordo e, nos últimos dias, articulou apoio de outros países para adiar a assinatura. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, informou aos líderes da União Europeia que a formalização do tratado foi postergada para janeiro.

Negociado há mais de duas décadas, o acordo Mercosul–União Europeia criaria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, reunindo cerca de 722 milhões de consumidores e um Produto Interno Bruto combinado de aproximadamente US$ 22 trilhões.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Campo Grande, MS
Atualizado às 19h01
26°
Tempo nublado

Mín. 22° Máx. 31°

28° Sensação
1.54 km/h Vento
76% Umidade do ar
50% (0.4mm) Chance de chuva
Amanhã (18/04)

Mín. 22° Máx. 32°

Parcialmente nublado
Domingo (19/04)

Mín. 22° Máx. 33°

Tempo limpo