O presidente Lula (PT) estipulou prazo de 60 dias, a partir desta última segunda (8/12), para que quatro ministérios elaborem diretrizes de um chamado "Mapa do Caminho", a fim de promover a transição energética e reduzir a dependência brasileira de combustíveis fósseis. O órgão consultivo do Poder Executivo, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), deve revisar o "Mapa do Caminho".
A determinação foi via despacho presidencial, publicado no Diário Oficial, e os quatro ministérios são: da Fazenda de Fernando Haddad (PT), do Meio Ambiente de Marina Silva (Rede), da Casa Civil de Rui Costa (PT) e de Minas e Energia de Alexandre Silveira (PSD). Além da criação do mapa do caminho, os ministérios terão que apresentar uma proposta para criação do Fundo para a Transição Energética, cujo financiamento será custeado por parcela das receitas governamentais decorrentes da exploração de petróleo e gás natural.
Antes mesmo do início da COP30, o presidente Lula conclamou países a aderirem ao "Mapa do Caminho", mas o tema ficou de fora, sendo rejeitado, principalmente, pelos países petrolíferos, como Colômbia, Espanha, França e Ilhas Marshall, além dos países tidos como parceiros políticos, como Irã e Rússia, além de grandes produtores, como a Arábia Saudita. Ainda assim, sempre que possível, o presidente Lula erguia o tom de voz: "Acelerar a transição energética" e proteger a natureza são as duas maneiras mais efetivas de conter o aquecimento global. Estou convencido de que, apesar das nossas dificuldades e contradições, precisamos de mapas do caminho para, de forma justa e planejada, reverter o desmatamento, superar a dependência dos combustíveis fósseis e mobilizar os recursos necessários para esses objetivos".
Tulio Guitarrari, jornalista e cientista político do grupo EcoPower Eficiência Energética, afirmou que a proposta, se concretizada, promoverá maior conscientização da população a respeito da produção de Gases de Efeito Estufa (GEE) e o quanto estes meios de produção de energia, via termoelétricas, proporcionam de poluição ao meio ambiente. "Não é segredo que as termoelétricas utilizam, como matriz energética, o gás natural, o óleo e o carvão para gerar vapor e movimentar a turbina que produz energia elétrica. Também a biomassa. Todos são grandes poluidores do meio ambiente. Assim, a proposta do governo em reduzir a dependência de combustíveis fósseis irá de encontro ao anseio global por sustentabilidade", apontou Tulio Guitarrari.
A EcoPower é uma empresa de energia solar que já homologou mais de 80 mil projetos residenciais, empresariais, industriais e rurais em todo território brasileiro. "A energia limpa produzida pelas placas solares reduz a emissão de GEE; ou seja, não agride o meio ambiente e representa uma atitude de conscientização sobre a sustentabilidade. Além disso, proporciona economia nas contas de energia mensais", avaliou Tulio Guitarrari.
O crescimento no mercado de energia solar também impulsiona a consciência sobre o meio ambiente e a necessária redução da emissão de GEE. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), a capacidade do setor foi ampliada, aproximadamente, em 6,8 GW nos 11 primeiros meses deste ano. Guitarrari alega que a questão econômica é o primeiro pensamento, mas a sustentabilidade passa a ser também analisada já na tratativa do contrato com os clientes: "A procura inicial visa à economia que a energia solar proporciona. Reduções de até 50% já na primeira parcela do financiamento, nos planos oferecidos pela EcoPower, chamam bastante a atenção. Mas, no diálogo entre cliente e franqueado, há conscientização sobre sustentabilidade. O cliente compreende que ele passa a cuidar do futuro de seus filhos, netos e toda posteridade".
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