No dia 5 de dezembro celebra-se o Dia Internacional do Voluntário, uma data que reconhece aqueles que dedicam tempo e energia para transformar o mundo, promovendo valores humanos. A data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) será celebrada em todos os continentes pelas escolas de filosofia da Nova Acrópole com ações sociais, ambientais e atividades sobre o tema.
Este compromisso global se reflete também no Congresso Internacional de Voluntariado Humanitário, uma ação gratuita de formação em ajuda humanitária e rede de voluntários. O evento será no sábado, dia 6 de dezembro, às 11h (horário de Brasília), com tradução simultânea disponível em espanhol, inglês e português.
Conforme os organizadores do Congresso, a proposta visa inspirar e capacitar voluntários e atores sociais por meio de painéis internacionais que integrem perspectivas filosóficas e humanitárias e promover a colaboração entre voluntários, organizações de base e agências humanitárias, universidades e centros de formação e o setor privado comprometido com programas de responsabilidade social.
O Congresso Internacional de Voluntário Humanitário abordará temas ligados a pelo menos quatro dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, como educação de qualidade (4), vida nos ecossistemas terrestres (15), paz, justiça e instituições sólidas (16), e alianças para alcançar objetivos comuns (17).
Serão dois painéis. O primeiro tem como tema “Voluntariado: Novas Narrativas do Século XXI” e contará com a participação de Raquel Weintraub, gerente de redes do Secretariado Sphere, com experiência em ação humanitária, coordenação e fortalecimento de capacidades na América Latina, África e Europa; Diana Caicedo, representante da América do Sul no Conselho Global da Rede Global de Organizações da Sociedade Civil para a Redução de Desastres; e Luiz Eduardo Machado, líder de Direção de Gestão de Risco e Adaptação Climática de Santa Catarina. O painel será mediado pelo secretário Internacional de Voluntariado da Nova Acrópole, Alejandro Lozano.
E o segundo painel abordará o “Voluntariado para um mundo em multicrise” e terá como desenvolvedores do assunto Gustavo Reina, presidente do Conselho Latino-americano da Associação Internacional de Gestores de Emergência (IAEM); Dr. Felippe Ramos, servidor da Associação de Estados do Caribe (AEC) com mais de 15 anos de experiência em assuntos globais, cooperação internacional, riscos geopolíticos e políticos e integração regional na América Latina e no Caribe, e Anusha Alikhan é diretora de Comunicação da Wikimedia Foundation, com experiência em comunicações internacionais, direitos humanos e desenvolvimento global. O painel será mediado pelo diretor da Nova Acrópole República Dominicana, Gabriel Paredes.
Altruísmo
A filósofa Lúcia Helena Galvão explica que o altruísmo autêntico consiste em perceber o outro como parte de si. É uma expansão da identidade, um movimento interno que reconhece a unidade por trás da multiplicidade aparente. “Ao cuidar do outro, cuida-se de si mesmo, porque a vida é essencialmente una”, explica.
Para Nova Acrópole, o voluntariado é mais do que uma prática solidária: é um dos seus pilares fundamentais, ao lado da filosofia e da cultura. Por meio dele, a instituição promove um ideal de fraternidade baseado no respeito pela dignidade humana. Para o presidente internacional da Nova Acrópole, Prof. Carlos Adelantado Puchal, o voluntariado é um fator fundamental para o avanço evolutivo da espécie humana. “Quando se está servindo alguém de forma voluntária, duas forças se conjugam: a Vontade e a Liberdade, um verdadeiro motor de expansão da consciência. Ao harmonizar de maneira natural estas duas forças, o voluntariado passa a ser uma pedra angular sobre a qual se constrói o futuro da humanidade”, argumenta.
Com presença em 50 países, Nova Acrópole possui mais de 68 mil voluntários que desenvolvem iniciativas que vão desde a promoção de cursos para o desenvolvimento humano até práticas sociais e ambientais.
Em Brasília-DF e em Marituba-PA, as escolas de filosofia mantêm de forma continuada os projetos Criança para o Bem e Ipearte. O Criança para o Bem já assistiu, em 18 anos, mais de 3.500 crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade com serviço de convivência e fortalecimento de vínculos, artes, cultura e esportes. E o Ipearte há quase 10 anos também recebe diariamente mais de 200 crianças e jovens em projetos que são executados com o apoio de voluntários.
Pensando na manutenção destes projetos e no de outras instituições em todo o Brasil, voluntários da Nova Acrópole criaram o Promovendo o Bem, iniciativa para criar e gerar meios para a manutenção de iniciativas solidárias. “O altruísmo também revela uma lei natural: tudo aquilo que une tem força curativa. Filósofos antigos diziam que o bem é aquilo que integra. Por isso, beneficiar o mundo não apenas ajuda os outros — transforma internamente quem pratica”, comenta Profa. Lúcia Helena Galvão.
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