“A verdadeira grandeza de uma sociedade não se mede apenas pelo progresso econômico ou pelo avanço tecnológico, mas sobretudo pela forma como trata seus cidadãos mais vulneráveis”. A frase, dita pelo deputado Junior Mochi (MDB), na noite desta quarta-feira (27), durante a sessão solene de entrega da Comenda Jô Clemente, traduz o propósito da solenidade: valorizar o trabalho de quem atua pela defesa e promoção de direitos de pessoas com deficiência. A cerimônia, realizada no plenário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), prestou homenagem a 20 pessoas e entidades.

A Comenda Jô Clemente foi instituída pela Resolução 96/2023 , de autoria do deputado Junior Mochi, proponente da solenidade desta noite. O evento também é alusivo à Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, instituída pela Lei Federal 13.585/2017 e celebrada de 21 a 28 de agosto de cada ano.
“Hoje, o Parlamento de Mato Grosso do Sul cumpre um dos papéis mais nobres que pode assumir: reconhecer e valorizar aqueles que transformam a vida de outras pessoas, sobretudo daqueles que, historicamente, enfrentam barreiras de exclusão e preconceito”, discursou Junior Mochi.
O parlamentar destacou a importância de Jolinda Garcia dos Santos Clemente, a dona Jô Clemente, que dá o nome à Comenda. Ele lembrou que dona Jô é nascida em Coxim e que se tornou “referência nacional na luta pela inclusão”. “Transformou sua experiência de vida em missão, enfrentou barreiras e os preconceitos impostos à época ao seu filho José Tarcísio, o Zeca, que nasceu com Síndrome de Down”, informou.
Para Junior Mochi, o significado das homenagens está em compreender que a grandeza de uma sociedade se mede, sobretudo, pela “forma como trata seus cidadãos mais vulneráveis”. E completou que o ato desta noite não é apenas uma celebração. “É também um chamado à reflexão e ao compromisso”, disse, conclamando para a “construção de um Mato Grosso do Sul incluso, acessível e solidário”. E completou: “A pessoa com deficiência não quer favores, mas apenas oportunidade e respeito”.
Além de Junior Mochi, compuseram a mesa de autoridades o deputado Gerson Claro (PP), presidente da ALEMS, a presidente da Associação Pestalozzi, Giselle Tanus, a vice-presidente da Federação das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes/MS), Fabiana Maria das Graças Soares de Oliveira, e a senhora Celina Garcia Bandeira, prima da dona Jô Clemente. Também estiveram presentes na cerimônia os deputados Roberto Hashioka (União) e Pedro Kemp (PT).

Inclusão cantada
As apresentações culturais, feitas no início da solenidade, reforçaram a importância da inclusão. A Banda Girassol, da Apae de Campo Grande, apresentou a canção "Força Para Vencer", composta por professores de música da entidade, Marcel Gregório e Karoline Simões. Foi a primeira apresentação pública da canção, feita especialmente em comemoração ao Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla.
Além dessa música, a banda também apresentou a canção “Tocando em frente”, de autoria de Almir Sater e Renato Teixeira, e o Hino de Mato Grosso do Sul.
Educação enaltecida em discursos de homenageadas
Em seus discursos em nome dos homenageados, Giselle Tanus e Fabiana Maria das Graças Soares enalteceram o papel da educação como instrumento poderoso de inclusão. Também agradeceram à ALEMS e enfatizaram o legado de dona Jô Clemente.

Giselle agradeceu à Assembleia Legislativa e lembrou de audiência pública que discutiu a educação especial em Mato Grosso do Sul, realizada no Parlamento. “Eu me lembro que, há alguns anos, lotamos esta Casa, com pessoas aqui no plenário e lá fora, chegando até a avenida. E a causa era a mesma: a luta por uma sociedade melhor, por um mundo onde as pessoas com deficiência pudessem estudar, pudessem ter espaço nas escolas com professores qualificados, com atendimento digno, com equipes multidisciplinares”, rememorou.
“Esta comenda não é apenas um título. É um símbolo vivo de resistência, é um símbolo vivo de compromisso e de esperança”, iniciou Fabiana Maria. E em boa parte de seu discurso, ela falou sobre o papel inclusivo da educação. “A educação especial é o caminho da dignidade, cidadania e emancipação”, disse. “Na educação especial é onde as pessoas com deficiência encontram espaço de acolhida e de projeto de vida. A educação especial reconhece que todas as pessoas têm direito à aprendizagem, respeitando suas singularidades”, acrescentou.
Jô Clemente
Nascida em 1926 em Coxim, Jolinda Garcia dos Santos Clemente, a dona Jô Clemente, fundou, em 1961, a primeira a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE). A iniciativa foi realizada juntamente com outras famílias que, assim como ela, tinha filhos com Síndrome de Down. Em 1963, ela criou o instituto que leva o seu nome, com o objetivo de proporcionar um ambiente mais inclusivo e oferecer oportunidades de desenvolvimento para pessoas com Síndrome de Down e outras deficiências intelectuais.
Serviço
A sessão solene teve cobertura jornalística da Comunicação da ALEMS, com transmissão ao vivo pelo Facebook e Youtube . Confira abaixo o evento na íntegra:
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