A Comissão de Educação e Cultura (CE) debateu nesta terça-feira (26) o projeto que institui o novo Plano Nacional de Educação (PNE) para o período de 2024 a 2034 ( PL 2.614/2024 ). Os convidados ressaltaram que, além de metas ambiciosas, o plano precisa estabelecer mecanismos de monitoramento, fiscalização e responsabilidade para evitar a repetição de falhas do PNE anterior, que encerra a vigência neste ano.
A audiência foi conduzida pela presidente da comissão, senadora Teresa Leitão (PT-PE), autora do requerimento para a realização do debate ( REQ 3/2025 — CE ). Representantes de entidades ligadas à educação e órgãos de controle apontaram a urgência de garantir que as metas do novo decênio não fiquem apenas no papel.
— Este debate é essencial para aperfeiçoar o texto que será apreciado pelo Congresso e garantir que o próximo decênio não seja de metas descumpridas, mas de avanços concretos para a sociedade. O PNE deve enfrentar temas como inclusão, valorização dos profissionais e financiamento adequado — afirmou Teresa.
Entre os especialistas, a avaliação predominante foi de que o PNE deve nascer com instrumentos capazes de assegurar o cumprimento das metas e reduzir desigualdades históricas na educação brasileira.
— Não basta aprovar um plano com diretrizes corretas. É preciso garantir mecanismos de execução e acompanhamento para que as metas sejam cumpridas e não se repita o cenário do PNE anterior, em que várias delas ficaram para trás. O Brasil precisa de compromisso real, com prioridades bem definidas e instrumentos que permitam verificar a redução das desigualdades e o avanço da aprendizagem — destacou a diretora de Políticas Educacionais do movimento Todos Pela Educação, Talita Nascimento.
Representante do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais, o procurador de Justiça Lucas Sachsida também defendeu maior rigor na execução das metas.
— O plano tem de ser acompanhado de instrumentos jurídicos que assegurem responsabilidade e transparência, para que os prazos sejam observados e as obrigações legais respeitadas. Se não houver clareza sobre a responsabilização, corremos o risco de mais um documento programático sem efetividade.
O auditor do Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul e representante da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), Leo Arno Ritcher, destacou o papel do controle externo na aplicação dos recursos destinados à educação.
— Se não houver fiscalização efetiva, corre-se o risco de termos investimentos sem os resultados esperados. A eficiência no uso do orçamento precisa estar no centro do PNE. Não se trata apenas de ampliar recursos, mas de assegurar que cada real investido traga retorno para a aprendizagem, a permanência e a redução das desigualdades regionais.
Na mesma linha, o conselheiro do Instituto Rui Barbosa Rodrigo Coelho enfatizou que a nova lei deve trazer critérios objetivos para avaliação do cumprimento das metas.
— O Brasil precisa de indicadores confiáveis para verificar avanços. Só com instrumentos claros de avaliação será possível corrigir rumos ao longo do decênio. A experiência do plano anterior mostrou que a falta de avaliação sistemática levou a atrasos e ao descumprimento de várias metas.
Ao encerrar a audiência, a senadora Teresa Leitão lembrou que a vigência do atual PNE termina este ano e que o novo plano, ainda em tramitação na Câmara, deve refletir os desafios contemporâneos da educação.
— Este debate é essencial para aperfeiçoar o texto que será apreciado pelo Congresso e garantir que o próximo decênio não seja de metas descumpridas, mas de avanços concretos para a sociedade. O plano deve dialogar com a realidade atual da educação brasileira, enfrentando temas como inclusão, valorização dos profissionais e financiamento adequado.
Vinícius Gonçalves, sob supervisão de Patrícia Oliveira
Senado Federal Dueire defende plano nacional para recuperar estradas de terra
Senado Federal Carlos Viana critica decisão de Flávio Dino de cancelar votação da CPMI do INSS
Senado Federal Humberto pede diplomacia diante da guerra EUA-Israel-Irã
Senado Federal Kajuru: Nova prisão de Daniel Vorcaro reforça gravidade do caso do Banco Master
Senado Federal Projeto que obriga classificação indicativa de músicas avança
Senado Federal Aumento de pena para violência digital contra a mulher vai à CCJ Mín. 22° Máx. 35°
Mín. 22° Máx. 34°
Tempo limpoMín. 22° Máx. 35°
Tempo limpo
Deputado Federal Rodolfo Nogueira Rodolfo Nogueira apresenta PDL para derrubar portaria que dificulta retomada imediata de terras invadidas
Deputado Gerson Claro Gerson Claro apresenta moção de apoio à árbitra Daiane Muniz e reforça enfrentamento ao machismo no esporte
Alípio Neto Desfile politizado termina em vexame e rebaixamento de escola que exaltou Lula e atacou valores cristãos
Vereador Herculano Borges Herculano Borges vota pela manutenção do veto à Taxa do Lixo e defende equilíbrio fiscal e social