Mapeamento dos serviços de urgência e emergência em municípios sul-mato-grossenses da rota internacional deverá ser disponibilizado à população que utilizar o trajeto
A SES (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul) reuniu quinta-feira (31), na SSD (Superintendência de Saúde Digital), representantes da (Semadesc Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), do Corpo de Bombeiros Militar e da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) para alinhar as diretrizes técnicas do Estado no eixo da saúde pública ao longo do Corredor Bioceânico, no trecho que compreende o território sul-mato-grossense.
O objetivo da reunião foi avançar na definição do modelo de resposta do SUS (Sistema Único de Saúde) em urgência, emergência e atenção básica para as regiões cortadas pela rota internacional – que liga o oceano Atlântico ao Pacífico – passando por Mato Grosso do Sul desde Bataguassu até Porto Murtinho.

A SES integra o trabalho de levantamento técnico detalhado da estrutura de saúde nos municípios do corredor, mapeando unidades com atendimento de urgência 24h, além da presença de serviços considerados essenciais para casos agudos. A iniciativa deverá ser transformada em um sistema digital acessível ao público, integrando dados georreferenciados da rede pública de saúde.
“O que estamos estruturando é um mapeamento completo da infraestrutura de saúde em todo o traçado do Corredor Bioceânico em MS. Já existe um trabalho preliminar sobre os pontos de entrada do sistema – unidades de pronto-atendimento e prontos-socorros – e estamos expandindo a identificação desse atendimento considerando-se quatro áreas estratégicas: ortopedia, cirurgia geral, pediatria e assistência materna. Com isso, o usuário terá clareza sobre onde buscar assistência, seja ele brasileiro ou estrangeiro”, explicou o assessor técnico-médico da SES, médico João Ricardo Tognini.
“O Corredor Bioceânico é uma política de Estado e de integração continental. Ao garantir cobertura de saúde com base em dados e estrutura real, mostramos o compromisso de Mato Grosso do Sul com um modelo de desenvolvimento sustentável, seguro e centrado nas pessoas”, resumiu a secretária-adjunta da SES, Crhistinne Maymone, destacando que o trabalho de mapeamento da rota fortalece a posição de Mato Grosso do Sul como referência em resposta integrada e cooperação regional.
Plataforma interativa


Além do mapeamento físico da rede, a SES também está organizando informações epidemiológicas regionais para subsidiar tanto o planejamento estadual quanto a interlocução com autoridades dos países vizinhos.
A proposta é que os dados sejam disponibilizados por meio de uma plataforma digital amigável e interativa, que pode assumir o formato de aplicativo, sistema web ou integração com outras ferramentas tecnológicas já em uso.
“A ideia é que o usuário em trânsito — como um caminhoneiro ou turista — consiga acessar pelo celular as informações de saúde da cidade onde estiver, como endereço de pronto-atendimento mais próximo e quais especialidades estão disponíveis. Estamos em fase de modelagem, mas a construção será pensada para acesso rápido, com linguagem clara e dados úteis. A base poderá ser integrada ao sistema de urgência que já é utilizado pelo Corpo de Bombeiros”, destacou o coordenador de Tecnologia da Informação da SES, Marcos Espíndola.
A superintendente de Saúde Digital, Márcia Tomasi, reforçou que o trabalho é parte do compromisso da SES em garantir que a saúde acompanhe os eixos de desenvolvimento regional e integração internacional do Estado.
“Essa é uma agenda estratégica para Mato Grosso do Sul. Estamos conectando vigilância, atenção, urgência e tecnologia da informação em uma proposta que beneficia não apenas quem vive nas cidades da rota, mas também os que circulam por ela. A saúde precisa estar presente onde o desenvolvimento avança, e esse é o papel da SES”, afirmou.

“Esse trabalho tem impacto direto no cuidado com a população e no planejamento regional. Estamos integrando áreas da SES — como Vigilância, Urgência, Atenção e Saúde Digital — para entregar uma solução baseada em evidências, com foco em organização da rede e acesso qualificado à saúde”, afirmou a superintendente de Atenção à Saúde, Angélica Congro.
Participaram ainda da reunião as superintendências de Atenção à Saúde, Vigilância em Saúde, Saúde Digital, Assessoria Técnica Médica da SES e representantes do Corpo de Bombeiros e da Semadesc.
A apresentação da solução consolidada está prevista para o dia 30 de agosto,durante fórum técnico que reunirá ações estratégicas do Estado no contexto do Corredor Bioceânico. A expectativa é que, além da saúde, a plataforma possa futuramente agregar outros serviços de interesse público, como segurança, abastecimento e apoio logístico.
Danúbia Burema, Comunicação SES
Foto capa e galeria: Superintendência de Saúde Digital. Internas: Saul Schramm.
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