A Câmara Municipal de Campo Grande aprovou projeto de lei de autoria do vereador Veterinário Francisco que proíbe o comércio, o transporte e a produção da planta exótica chamada Murraya paniculata, popularmente conhecida por murta de cheiro ou “dama da noite”. A medida foi considerada extremamente positiva pelo secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) do Estado, Jaime Verruck.
“Campo Grande é a cidade com a maior concentração de plantas dessa espécie, que, como sabemos, é a principal hospedeira de uma praga que dizima as plantações de cítricos. Ao aprovar a lei, os vereadores e toda a cidade sinalizam que estão envolvidos no esforço iniciado pelo Governo do Estado para dar segurança aos citricultores e tornar Mato Grosso do Sul um potencial polo produtor de cítricos”, disse o secretário.
O projeto precisa, agora, ser sancionado pela prefeita Adriane Lopes para se tornar lei. O texto prevê multa de R$ 1 mil a quem for flagrado plantando, comercializando, transportando ou produzindo mudas de murta em Campo Grande. Esse valor é atualizado pelo IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Amplo) e deve ser aplicado em dobro em caso de reincidência.
O projeto também prevê que o município deve criar um plano para erradicação das plantas de murta já existentes, iniciando pelas áreas públicas (vias urbanas, calçadas, canteiros centrais, margens de córregos, rotatórias, praças, parques, áreas institucionais, áreas de preservação permanente sob domínio público, terrenos públicos e demais espaços pertencentes à administração municipal direta ou indireta) e, numa segunda fase, atingindo os imóveis particulares.
Lei idêntica já está em vigor nos municípios de Três Lagoas e Dois Irmãos do Buriti, e projetos com o mesmo teor tramitam em Câmaras de outros municípios. O secretário Jaime Verruck destacou a importância dos municípios aprovarem a medida e implantarem planos de erradicação da murta. Em agosto do ano passado o governador Eduardo Riedel sancionou a sancionou a Lei nº 6.293 proibindo o comércio, transporte e produção de murta em nível estadual.
Hospedeira


A coordenadora de Citricultura da Semadesc, Karla Nadai, explicou por que a murta é tão prejudicial à citricultura. Essa espécie vegetal se constitui a principal hospedeira do psilideo da laranja, um pequeno inseto transmissor do greening, a pior doença dos cítricos. Essa praga já dizimou os pomares dos Estados Unidos e no Brasil, comprometeu pelo menos 50% das lavouras de cítricos de São Paulo, o maior produtor nacional com cerca de 400 mil hectares de pomares.
Karla Nadai argumenta que, mesmo a murta estando distante dos laranjais, o risco é iminente porque o psilideo consegue voar livremente por cinco quilômetros e se for impulsionado por uma corrente de ar, pode percorrer até 20 quilômetros. “Por essa razão o correto é erradicar todas as plantas de murta, mesmo dentro das cidades”, completou.
Mato Grosso do Sul está atraindo grandes investimentos no setor de citricultura, com mais de 20 mil hectares de pomares já plantados e devendo chegar a 30 mil hectares até o fim do ano. A iniciativa do Governo do Estado de erradicar a murta é pioneira no Brasil, o que tornou Mato Grosso do Sul muito atrativo para a citricultura. Além de erradicar a murta, o Estado também determina a destruição das plantas de cítricos eventualmente infectadas, outra medida inédita no País.
Além disso, o Governo do Estado firmou acordo de cooperação, há dois anos, com o FundeCitrus (Fundo de Defesa da Citricultura), mantido por citricultores e indústrias de suco do país. O Fundo contratou um engenheiro agrônomo para atuar exclusivamente em Mato Grosso do Sul, dando acompanhamento técnico a todos os produtores, sobretudo quanto ao manejo do greening.
A murta de cheiro é uma planta de folhagem perene originária das regiões do Mediterrâneo, conhecida por ter folhagem verde vibrante, flores brancas ou rosa pálido e exalar um aroma agradável. É um arbusto de porte médio que vinha sendo muito apreciado na arborização urbana, pela aparência, aroma e tamanho. Entretanto, a associação da planta com a pior praga dos cítricos – o greening – transformou-a em um problema que precisa ser enfrentado.
João Prestes, Comunicação Semadesc
Fotos: Divulgação
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