“Venho a esta tribuna para debater um assunto pautado em eleições. Mas este é um assunto que me constrange; um assunto que me chateia”. Foi com essas palavras que o deputado estadual Roberto Hashioka (União Brasil) iniciou sua manifestação no púlpito da tribuna durante a sessão ordinária desta quinta-feira, 29, da Assembleia Legislativa.
Envolvido com a política desde 1994, o parlamentar já enfrentou muitas adversidades em campanhas políticas. No entanto, a corrida eleitoral de 2024, quando sua esposa, a ex-deputada estadual Dione Hashioka, concorreu ao cargo de prefeita de Nova Andradina e não venceu, teve, para ele, um gosto mais amargo. “Quando é sua esposa que disputa as eleições, você sofre muito mais”, disse.
“Às vezes, por conta do que é ser prefeito de uma cidade, eu digo que foi a vontade de Deus. Mas em Nova Andradina, especificamente, passam-se os dias e não temos como ficar quietos”, apontou Hashioka, destacando que Dione esteve à frente das pesquisas durante todo o período eleitoral, além de ter declinado de coligações que eventualmente poderiam dificultar o sucesso da administração.
“Ela liderou até o último momento. Mas enfrentou uma campanha sórdida, suja, criminosa, com uma milícia digital para atacá-la diuturnamente”, declarou, ressaltando que a campanha adversária se utilizou de muitas as formas para ganhar as eleições a todo custo, inclusive com o uso de meios de comunicação pagos com recursos públicos.
E, para reforçar a sordidez das ações de seus oponentes, Hashioka destacou que esta semana houve a condenação de um dos envolvidos na divulgação de Fake News, decorrente de investigação feita pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). O réu foi condenado a mais de quatro anos de prisão e indenização de R$ 20 mil a ser paga para a ex-deputada, por ter sido vítima de violência política. “Só desejo que a justiça seja feita neste caso, pois não se pode apelar para campanhas visando o poder a qualquer preço”, afirmou Hashioka.
A matéria em questão, publicada por site nova-andradinense e outro de Bataguassu em outubro de 2024, afirmava que um homem, encontrado morto em quarto de hotel, estaria envolvido na distribuição de jornais difamando o candidato oponente e dando a entender que os celulares encontrados com ele seriam usados para criação de fake News.
Em decorrência do ato difamatório, a Justiça Eleitoral foi acionada pelo União Brasil e, assim que feita a petição, determinou a retirada da matéria nos dois sites. “Mas o estrago já estava feito, porque a cidade estava em turbulência. Todos comentando ‘como pode a Dione estar envolvida com essa tragédia’”, avaliou o deputado, destacando que, mesmo com a decisão judicial, os dois meios de comunicação não cumpriram a ordem e, inclusive entraram com mandado de segurança contra a sentença inicial.
Depois das eleições, um laudo oficial da Polícia Científica concluiu que, após realização de análise minuciosa nos dados, não houve qualquer envolvimento do rapaz com campanha política difamatória, apenas dados relacionados ao trabalho de pesquisa eleitoral para o qual foi contratado.
“Mentira deslavada. Ato covarde que colocaram às vésperas das eleições para ganhá-las. Tanto é verdade que a juíza cassou o mandato dos vencedores por esse e muitos outros motivos e serão julgados pelo TRE, o qual, espero, faça justiça. A Dione não merecia o que passamos nas eleições de 2024. Mais do que a derrota é o desconforto de ter sido agredida enquanto mulher, mãe, avó, esposa. Uma mulher digna e que representou muito bem esta Casa de Leis nos mandatos que desempenhou aqui na Assembleia Legislativa”, finalizou.
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