O vice-presidente Geraldo Alckmin minimizou os resultados de pesquisas recentes que indicam uma baixa popularidade do governo federal.
Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, no dia 3 de abril, Alckmin atribuiu a queda na avaliação positiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a fatores climáticos adversos e à alta do dólar, ressaltando que são circunstâncias externas que impactam diretamente a economia e a inflação.
De acordo com o vice-presidente, o governo está apenas no meio do seu mandato, e a análise da situação deve ser feita com mais tempo. Ele afirmou que a seca e o calor intenso no segundo semestre do ano passado afetaram severamente a safra agrícola, o que resultou em uma alta nos preços dos alimentos.
Alckmin também destacou a valorização do dólar, que chegou a R$ 6,20, como outro fator que impactou os custos de produção e, consequentemente, a inflação.
A explicação de Alckmin surge após a divulgação de uma pesquisa Genial/Quaest, na quarta-feira (2), que apontou um aumento na desaprovação ao governo, subindo para 56% em março. Já a aprovação caiu de 47% para 41%, refletindo uma queda significativa no apoio ao governo federal.
Embora o vice-presidente procure justificar a situação com causas externas, a pressão sobre o governo continua a crescer, com observadores políticos atentos ao impacto de tais fatores na percepção pública nos próximos meses.