Cidades Campo Grande - MS
Expansão florestal amplia potencial econômico de Campo Grande
Campo Grande ampliou em 115,4% a área de florestas plantadas entre 2023 e 2025, passando de 29.911 para 64.430 hectares. O crescimento, registrado ...
30/09/2026 16h23
Por: Redação Fonte: Prefeitura de Campo Grande - MS

Campo Grande ampliou em 115,4% a área de florestas plantadas entre 2023 e 2025, passando de 29.911 para 64.430 hectares. O crescimento, registrado pela Pesquisa de Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS) 2025, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sinaliza a expansão da atividade florestal e amplia a participação da Capital na cadeia produtiva associada às florestas plantadas.

Expansão da base florestal

Com o avanço da área cultivada, Campo Grande passou a representar 3,39% da área de silvicultura de Mato Grosso do Sul em 2025, ante 2,19% em 2023. O resultado acompanha a expansão da atividade florestal no Estado, que vem ampliando sua participação na economia a partir da produção de madeira e do desenvolvimento de cadeias industriais relacionadas ao setor.

E a prefeita, Adriane Lopes, pontua a relevância desse crescimento “A expansão da silvicultura mostra que Campo Grande está inserida em um cenário de crescimento de atividades produtivas e de novas oportunidades para o município. Nosso compromisso é criar condições para que investimentos sejam atraídos, gerem emprego e renda e contribuam para o desenvolvimento econômico de forma planejada”.

A silvicultura possui ciclos próprios de produção, e os resultados anuais da PEVS refletem diferentes momentos de plantio, crescimento e colheita dos maciços florestais. Por isso, a evolução da área plantada é um indicador importante para observar a dimensão da atividade, enquanto os dados de produção e valor mostram o comportamento econômico de cada ciclo.

Produção acompanha ciclos de colheita

Em 2024, Campo Grande registrou R$ 267,01 milhões em valor da produção da silvicultura, impulsionados principalmente pela produção de madeira em tora. No ano seguinte, o valor foi de R$ 65,92 milhões, acompanhado pela produção de 277,7 mil metros cúbicos de madeira em tora. A oscilação anual está relacionada ao período de colheita das áreas plantadas e não representa, isoladamente, retração da base florestal, que continuou crescendo.

Outros produtos também apresentaram evolução no período. A produção de carvão vegetal proveniente da silvicultura passou de 5.731 toneladas em 2023 para 7.496 toneladas em 2025, enquanto a produção de lenha de florestas plantadas aumentou de 29.745 para 37.984 metros cúbicos.

Para o secretário municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, Ademar Silva Junior, a expansão da atividade reforça a importância de Campo Grande estar preparada para acompanhar novas oportunidades econômicas relacionadas à produção florestal “A expansão da área de florestas plantadas amplia o potencial de Campo Grande dentro de uma cadeia produtiva que envolve produção rural, indústria, logística, serviços e geração de valor. Para o município, é importante acompanhar esse movimento e fortalecer um ambiente de negócios capaz de receber investimentos e estimular novas oportunidades econômicas”.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Campo Grande - MS
Cadeia produtiva e novas oportunidades

O cenário estadual contribui para essa perspectiva. Mato Grosso do Sul vem ampliando a área destinada ao cultivo de eucalipto e atraindo investimentos relacionados à cadeia de celulose e produtos florestais. Dados divulgados no Estado apontam que a área de eucalipto ultrapassou 1,89 milhão de hectares em 2025, acompanhada por novos projetos industriais e aumento da demanda por madeira.

Nesse contexto, a localização de Campo Grande e sua infraestrutura de serviços, transporte e conexão com diferentes regiões do Estado favorecem a integração do município às cadeias produtivas que movimentam a economia sul-mato-grossense.

A consolidação do plantio florestal renovável reforça o papel da Capital na transição para uma economia sustentável, garantindo suprimento de matéria-prima para a indústria agroindustrial e energética, reduzindo a pressão sobre a vegetação nativa e promovendo a integração produtiva no campo.

Paralelamente, a extração vegetal (extrativismo de espécies nativas) manteve participação complementar no município, registrando valores de produção de R$ 2,14 milhões em 2023, R$ 3,11 milhões em 2024 e R$ 2,00 milhões em 2025, compostos majoritariamente por carvão vegetal e madeira em tora nativa autorizada.

Os dados do IBGE oferecem um retrato da evolução da atividade florestal no município e contribuem para o acompanhamento de um setor que reúne produção rural, indústria e serviços. Assim, o monitoramento desses indicadores também auxilia na compreensão das transformações da matriz produtiva e das oportunidades relacionadas ao desenvolvimento econômico de Campo Grande.