Uma operação da Polícia Federal e do Ministério do Trabalho e Emprego investiga suspeitas de trabalho análogo à escravidão em uma fazenda em Porto Murtinho, atribuída ao candidato a deputado federal Carlos Bernardo (União Brasil). A ação ocorreu na quinta-feira (17) e resultou na apreensão de 14 armas.
Segundo o Campo Grande News, 23 trabalhadores foram encontrados em condições apontadas pela investigação como análogas à escravidão.
A Operação Sem Vínculo apura denúncias de recrutamento informal de estrangeiros, possível retenção de pagamentos e restrições à saída da propriedade. Há também suspeita de tráfico de pessoas para exploração de mão de obra.
Conforme a PF, parte das armas tinha numeração raspada. Não foram informados os responsáveis pelo armamento nem eventuais prisões.
Ao veículo, Bernardo negou trabalho escravo e afirmou que os colaboradores recebem quatro refeições diárias, com apoio de cozinha e limpeza. Também alegou possível perseguição política, sem apresentar provas.
Sobre o armamento, o candidato negou ser proprietário das armas. As suspeitas seguem sob investigação.
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