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Grupo Braços Abertos supera 10 mil atendimentos no país
O Grupo Braços Abertos informa ter superado 10 mil atendimentos em reabilitação, com abordagem holística que integra corpo, mente e espírito no tratamento.
08/09/2026 10h10
Por: Redação Fonte: Agência Dino

O Grupo Braços Abertos, instituição especializada em reabilitação de dependentes químicos e alcoólatras, informa ter superado a marca de 10 mil atendimentos ao longo de mais de uma década de atuação. Segundo a instituição, o trabalho é conduzido por uma equipe multidisciplinar composta por médicos, psicólogos, terapeutas e enfermeiros, com uma Clínica de Recuperação que adota abordagem holística no tratamento. O crescimento da procura por serviços desse tipo acompanha um cenário global de aumento no consumo de substâncias, tema abordado no Relatório Mundial sobre Drogas 2026, publicado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).

Os números apresentados no relatório mostram que 331 milhões de pessoas consumiram alguma droga em 2024, o equivalente a 6,2% da população mundial com idades entre 15 e 64 anos, ante 5,2% em 2014. Diante desse quadro, conhecer o funcionamento de uma clínica de reabilitação pode ser útil para famílias e gestores que buscam compreender as etapas de um programa de tratamento estruturado.

De acordo com a pesquisa, a cannabis segue como a substância mais consumida no mundo, com 256 milhões de usuários, seguida pelos opioides, com 63 milhões, pelas anfetaminas, com 32 milhões, pela cocaína, com 25 milhões, e pelo ecstasy, com 21 milhões. O levantamento afirma que o acesso limitado ao tratamento de dependências está entre os fatores que agravam os danos associados ao consumo, o que reforça a discussão sobre a oferta de serviços de reabilitação.

Leandro Campanha, CEO do Grupo Braços Abertos, avalia que os dados refletem um cenário em que a demanda por tratamento tende a crescer. Segundo Campanha, "o aumento no número de usuários em escala global mostra que a dependência química deixou de ser um problema isolado para se tornar uma questão de saúde pública. Nesse contexto, o tratamento eficaz exige mais do que interromper o uso da substância; é preciso acompanhar o indivíduo em suas dimensões física, emocional e social. A abordagem holística busca justamente compreender essas diferentes camadas ao longo da recuperação".

No modelo adotado pela instituição, o tratamento contempla desde a desintoxicação supervisionada até terapias individuais e em grupo, além de atividades recreativas e de relaxamento. Os dados apontam que a reabilitação envolve diferentes modalidades de internação — voluntária, involuntária e compulsória —, aplicadas conforme a avaliação de cada caso.

Além disso, o grupo informa manter atuação em diversas cidades do Brasil, com estrutura voltada ao acolhimento de diferentes públicos. A instituição afirma que a construção de um vínculo de confiança entre paciente e equipe é parte central do processo de tratamento.

O estudo aponta que foram identificadas 755 novas substâncias psicoativas no mercado global, o que amplia os desafios de resposta dos serviços de saúde. A pesquisa afirma que a diversificação da oferta de drogas exige capacidade contínua de adaptação das redes de atendimento.

Para Leandro, o cenário apresentado pelo relatório indica que a estruturação de serviços de reabilitação seguirá sendo um tema central nos próximos anos. "A tendência de crescimento no consumo exige que as instituições invistam na qualificação de suas equipes e na personalização do atendimento. Cada paciente chega com uma história diferente, e o tratamento precisa respeitar essa individualidade. Acreditamos que o acolhimento, aliado ao suporte técnico, é o caminho para que mais pessoas consigam retomar suas vidas", conclui.