A presença digital passou a influenciar diretamente a credibilidade e a competitividade das empresas, e o site corporativo deixou de funcionar apenas como uma vitrine institucional para se tornar uma ferramenta estratégica de negócios.
Nesse cenário, o desenvolvimento web evoluiu para apoiar a geração de oportunidades, o fortalecimento da marca e a melhoria da experiência do cliente, avaliação apresentada por Leonardo Donadel, gerente comercial da Vime Digital, agência de tecnologia e marketing digital sediada em Santa Catarina.
O movimento acompanha o avanço da digitalização no país. Levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) aponta que 98% dos empreendedores brasileiros utilizam a internet em suas atividades, índice que se manteve elevado e estável nos últimos anos. Ainda assim, a maturidade digital segue como desafio: segundo estudo do Sebrae e da ABDI, dois terços dos pequenos negócios permanecem em níveis baixos e médios de digitalização, o que indica que estar online nem sempre significa transformar a presença em resultado.
Para Donadel, parte das empresas ainda trata o site como um cartão de visitas e ignora seus objetivos comerciais. "Um dos principais erros é desenvolver um site pensando apenas na aparência, sem considerar os objetivos do negócio e o comportamento do usuário", afirma.
Segundo o gerente comercial, são recorrentes problemas como navegação confusa, excesso de informações, ausência de chamadas para ação, carregamento lento e falta de adaptação para dispositivos móveis, fatores que transformam a página em uma presença digital passiva.
A atenção ao desempenho tem respaldo em dados de mercado. De acordo com uma pesquisa do Google intitulada "The Need for Mobile Speed", 53% das visitas a sites móveis são abandonadas quando uma página leva mais de três segundos para carregar. O próprio Google estima que, no varejo, cada segundo de atraso no carregamento pode reduzir as conversões em até 20%, o que evidencia a relação entre a experiência técnica e o resultado comercial.
Da imersão à personalização
Antes de discutir layout ou funcionalidades, Donadel defende uma etapa de imersão para compreender a empresa, o público, os diferenciais e o processo comercial. "Antes de pensar em layout, cores ou funcionalidades, é necessário entender qual papel o site terá dentro da estratégia do cliente", explica.
A partir desse diagnóstico, de acordo com o executivo, torna-se possível personalizar o projeto. "A personalização permite que o site represente verdadeiramente a identidade, os diferenciais e os objetivos da empresa", diz o gerente comercial, para quem a abordagem influencia a percepção de valor da marca e a capacidade de conversão.
Integração entre áreas e o avanço da inteligência artificial
No desenvolvimento, o gerente comercial defende que experiência do usuário (UX), interface (UI), redação estratégica (copywriting), otimização para mecanismos de busca (SEO) e desempenho atuem de forma conjunta. "Essas áreas não devem ser tratadas de maneira isolada. Elas fazem parte de uma mesma estratégia de experiência e conversão", ressalta.
Para os próximos anos, Donadel projeta que a inteligência artificial (IA) tornará os sites mais dinâmicos e conectados aos processos das empresas. "A inteligência artificial deve tornar os sites cada vez mais dinâmicos, personalizados e integrados aos processos das empresas", avalia. Ainda assim, pondera que "a tecnologia poderá acelerar etapas, mas não substituirá a necessidade de compreender o negócio, o público e os objetivos de cada projeto".
Com mais de sete anos de atuação, a Vime Digital soma cerca de 800 projetos desenvolvidos para clientes no Brasil e no exterior e integra o programa Google Partners, com certificação reconhecida pela plataforma. A empresa organiza o trabalho em torno de planejamento estratégico, design, tecnologia, SEO e performance, reunindo uma equipe dedicada às diferentes etapas de cada projeto.
Essa experiência, segundo Donadel, permite adaptar a metodologia a diferentes mercados sem abrir mão da personalização. "Cada projeto é desenvolvido de forma personalizada, partindo das particularidades e dos objetivos de cada cliente", pontua.
A leitura reforça uma mudança de papel do site corporativo, que passa de página estática a plataforma conectada à estratégia do negócio. "A tendência é que os sites deixem de ser estruturas estáticas e passem a atuar como plataformas inteligentes, conectadas ao marketing, às vendas e ao relacionamento com o cliente", resume o gerente comercial.
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