Cidades Raio-X
Gianni faz “raio-x” das escolas de Dourados e reforça combate ao abuso infantil
Vice-prefeita percorre escolas, ouve comunidade e articula soluções em movimento denominado “Escola Protegida”.
06/05/2026 21h10
Por: Redação

A vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL), intensificou uma série de visitas às unidades da rede municipal dentro de uma iniciativa que ela própria batizou de “Escola Protegida”. A proposta visa levantamento de demandas e encaminhamento de soluções em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e o prefeito Marçal Filho.

Durante as visitas, Gianni conversa com diretores, professores, pais e alunos para mapear necessidades estruturais, pedagógicas e de segurança, consolidando o que define como um verdadeiro “raio-x” da educação municipal.

“Esse projeto nasce da necessidade de cuidar das nossas escolas de forma completa. Escola protegida é escola com estrutura, com respeito aos profissionais e, principalmente, com segurança para nossas crianças”, afirmou.

A proposta do “Escola Protegida” é identificar problemas diretamente na origem e buscar soluções rápidas junto à gestão municipal. “Não adianta governar de gabinete. É dentro da escola que a gente entende o que realmente precisa ser feito. Essa é uma característica minha e do prefeito Marçal Filho, de estar perto, ouvir e buscar soluções”, destacou Gianni.

Lei e combate ao abuso infantil

Durante os encontros, Gianni também apresenta a lei de sua autoria, que foi aprovada na Câmara de Vereadores, que proíbe a contratação de abusadores no serviço público municipal.

“Essa é uma medida básica de proteção. Quem comete esse tipo de crime não pode ter acesso a espaços públicos, muito menos ambientes com crianças”, afirmou.

Maio laranja: Conscientização nas escolas

Dentro do movimento “Escola Protegida”, as ações ganham ainda mais força com o Maio Laranja, mês de conscientização contra o abuso e a exploração sexual infantil. A vice-prefeita leva orientações aos professores sobre como identificar sinais de violência e, de forma lúdica, conversa com os alunos sobre proteção, limites do corpo e a importância de denunciar.

“As crianças precisam entender que existem limites, que ninguém pode tocar nelas de forma indevida e que, se algo acontecer, elas devem falar com um adulto de confiança”, explicou.

DADOS QUE PREOCUPAM

Os números ajudam a dimensionar a gravidade do problema. Em Mato Grosso do Sul, foram contabilizadas 328 vítimas de estupro de vulnerável apenas no primeiro trimestre de 2026, conforme dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), ligado ao Ministério da Justiça — o que representa uma média de quatro ocorrências por dia.

Mesmo com uma queda de 8,12% em comparação com o mesmo período do ano passado, o cenário ainda acende um sinal de alerta. Depois de uma leve retração em fevereiro, os registros voltaram a crescer em março, que fechou com 116 casos, o maior volume do ano até agora.

Outro dado que reforça a preocupação é o perfil das vítimas: a grande maioria são meninas, 280 dos 328 registros e na maior parte das situações, os abusos acontecem dentro do próprio ambiente familiar, praticados por pessoas próximas à vítima.

Casos recentes reforçam a gravidade da situação. Em Mato Grosso do Sul, a morte de um bebê vítima de violência causou indignação. Em São Paulo, episódios envolvendo crianças de 7 e 10 anos também chocaram o país.

Para Gianni, é preciso endurecer a legislação. “Eu defendo prisão perpétua para abusadores e mudanças na Constituição. Estamos falando de crimes que destroem vidas. A resposta do Estado precisa ser firme”, declarou.

Responsabilidade de todos

A vice-prefeita destaca que a proposta do “Escola Protegida” também busca envolver toda a sociedade na proteção das crianças. “Não é só papel do poder público. Escola, família, profissionais de saúde, igrejas, todos precisam estar atentos. Proteger nossas crianças é um dever coletivo”, disse.

Denunciar é proteger

Casos de abuso podem ser denunciados anonimamente pelo Disque 100, além de delegacias e do Ministério Público. Denunciar pode salvar uma vida. O silêncio só protege o agressor”, concluiu.