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Consciência ecológica rege o comportamento dos ecoturistas
O impacto humano deve ser o menor possível para evitar degradação da biodiversidade e interromper ciclos naturais da flora.
04/05/2026 12h28
Por: Redação Fonte: Agência Dino

O ecoturismo é uma modalidade de turismo que se baseia na conservação, na educação ambiental e no bem-estar das comunidades locais. Quando segue princípios rígidos, promove a sustentabilidade. Feito de maneira correta, ele financia a conservação; porém, quando é realizado de maneira inadequada, pode prejudicar justamente o que se propõe a preservar.

A presença humana em habitats silvestres altera o comportamento natural das espécies de formas sutis ou drásticas. A vegetação sofre danos diretos e indiretos que afetam a estrutura do ecossistema em longo prazo.

Nas áreas privadas, cabe ao proprietário estabelecer as condições para pesquisa e visitação pelo público, observadas as exigências e restrições legais.

"Desenvolver códigos de conduta voluntários, a fim de controlar os impactos ambientais e sociais de funcionários e clientes, assegura que o cumprimento de comportamento seja monitorado adequadamente", salienta Vininha F. Carvalho, ambientalista e editora da Revista Ecotour News.

Segundo a bióloga Jessica Josyas Melo, os safáris fotográficos precisam ser realizados somente dentro das trilhas, para permitir a renovação da flora com as mudas que estão em crescimento, mantendo assim o sistema da vida sempre puro e renovador do meio selvagem. Colheita de plantas nativas pelos visitantes também deve ser proibida.

"As visitas às áreas de preservação devem acontecer em um horário padrão; caso contrário, poderão ocasionar o estresse nos animais nativos. A transmissão de doenças para os animais selvagens ou mudanças repentinas da saúde deles por meio da perturbação de rotinas diárias ou aumento dos níveis de estresse, apesar de não aparentes para o observador casual, podem se traduzir em taxas de sobrevivência e procriação menores", disse à New Scientist o pesquisador Philip Seddon, da Universidade de Otago em Dunedin, na Nova Zelândia.

"O bem-estar dos animais e a preservação da flora devem estar acima de tudo; sem eles, não haverá o fortalecimento do turismo sustentável", finaliza Vininha F. Carvalho.