A Prefeitura de Campo Grande, por meio da Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Emha) lançou em 2022 um programa inovador de auxílio emergencial voltado a famílias que precisavam de ajuda imediata para arcar com os custos da moradia. Trata-se do Programa Recomeçar Moradia.
Desde então, o auxílio tem sido um ponto de apoio para centenas de famílias da Capital, muitas delas chefiadas por mulheres. Entre elas está Susan Braga Benites, de 44 anos, que encontrou no programa um alívio importante para seguir cuidando da filha Sabrina, de 14 anos, que é autista.
Nascida e criada em Campo Grande, Susan mora atualmente no bairro José Abrão. Ela conta que conheceu o Programa Recomeçar Moradia de forma inesperada. “Um dia eu entrei sem querer no site e apareceu uma notícia sobre o programa. Achei interessante, me inscrevi e fui contemplada. Acho que foi coisa de Deus mesmo”.
Viver de aluguel nunca foi fácil e sempre fez parte da sua rotina de preocupações. “É muito difícil, porque você luta todo mês para pagar por algo que não é seu”. No entanto, com o apoio do programa, ela passou a lidar com essa situação com mais tranquilidade e segurança, conseguindo manter o lar e focar nos cuidados com a filha.
Hoje, há mais de um ano recebendo o auxílio, ela afirma que o benefício tem sido essencial para manter o equilíbrio financeiro da casa, especialmente diante das necessidades da filha. “O autista demanda muito do nosso tempo. Não consigo trabalhar registrada porque, preciso sair no meio do serviço para atender ela, e nem todo mundo entende isso”.
Essa realidade faz com que muitas mães precisem reduzir ou até deixar o trabalho formal para se dedicar integralmente ao cuidado dos filhos. Para Susan, o Recomeçar Moradia tem sido fundamental nesse contexto. “O auxílio ajuda muito, principalmente para nós, mães de criança especial que muitas vezes não têm como trabalhar. Ajuda muito mesmo quem precisa desse apoio”.
Susan ao lado da filha em foto enviada a prefeitura
Histórias como a de Susan mostram como uma política pública pode ir além dos números. Para muitas mulheres da Capital, o programa representa a oportunidade de manter um lar e seguir em frente com dignidade, mesmo diante das dificuldades do dia a dia.
Público feminino
O Programa Recomeçar Moradia tem impactado diretamente na vida de centenas de mulheres da Capital. Desde a criação da iniciativa, entre as famílias atendidas, mais de 380 são chefiadas por mulheres. Isso significa que quase 90% do público beneficiado é feminino, evidenciando o papel do programa como uma importante rede de apoio para mulheres em situação de vulnerabilidade.
Voltado a famílias em risco social e pessoas que enfrentam emergências habitacionais, o Recomeçar Moradia tem sido fundamental para garantir estabilidade a quem, muitas vezes, precisa lidar sozinho com a responsabilidade de manter um lar. Para muitas dessas mulheres, o auxílio representa a possibilidade de reorganizar a vida, manter os filhos em segurança e reconstruir a rotina com mais tranquilidade.
Em muitos casos, trata-se de mães que acumulam múltiplas responsabilidades, como cuidar dos filhos, garantir sustento e administrar as dificuldades do dia a dia. Com o apoio do programa, elas conseguem preservar o direito à moradia enquanto buscam retomar a estabilidade familiar.
Recentemente, o programa também avançou no atendimento a um público ainda mais vulnerável e abriu novas vagas para contemplar mais 50 mulheres vítimas de violência, reforçando o compromisso da Prefeitura em oferecer proteção, acolhimento e condições para que essas mulheres possam recomeçar suas vidas com dignidade.
Sobre o Programa
Criado pela Lei Municipal nº 6.797/2022, o Programa Recomeçar Moradia oferece auxílio mensal de R$ 500, pelo período de 12 meses ou mais, com o objetivo de garantir que pessoas em situação de vulnerabilidade social tenham condições de acessar uma moradia digna e arcar com os custos do aluguel. Durante todo o período do benefício, as famílias recebem acompanhamento contínuo da equipe social da EMHA, que atua no fortalecimento da autonomia, segurança e estabilidade habitacional.