O vereador Herculano Borges votou pela manutenção do veto do Executivo ao Projeto de Lei Complementar nº 1.016/26, que suspendia os efeitos do decreto responsável pelo reajuste da Taxa de Coleta, Remoção e Destinação de Resíduos Sólidos para 2026. A decisão foi tomada durante a sessão desta terça-feira (10) da Câmara Municipal de Campo Grande.
Ao justificar o voto, Herculano destacou o momento financeiro enfrentado pelo município, com redução de arrecadação e queda no repasse de ICMS, além de distorções históricas na avaliação imobiliária que impactam o valor dos tributos. Mas, o vereador também ressaltou a necessidade de olhar com sensibilidade para a realidade das famílias campo-grandenses.
“Temos uma população que enfrenta dificuldades, sem correção de renda, e que planeja suas contas. Quando os valores sobem de forma abrupta, a situação se torna ainda mais difícil”, afirmou.
Herculano reforçou sua posição como vereador de base e a confiança na gestão do Executivo Municipal, mas destacou que defendeu contrapartidas que aliviassem o impacto financeiro para os contribuintes, como o aumento do desconto para pagamento à vista.
A votação terminou com 8 votos pela manutenção do veto e 14 contrários, número insuficiente para sua derrubada, já que seriam necessários 15 votos. Com isso, o veto foi mantido.
Para o vereador, o episódio reforça a importância do diálogo institucional e da busca por soluções equilibradas. “Nosso papel é fiscalizar, dialogar e encontrar caminhos que conciliem responsabilidade fiscal e justiça social”, concluiu.