Campo Grande, 24 de setembro de 2025 – Por quase três décadas, Amanda Salomão, moradora de Campo Grande, viveu um pesadelo em um relacionamento marcado por violência física, psicológica, sexual e perseguições. Em uma entrevista emocionante ao TopMídiaNews, ela compartilhou sua história de superação, detalhando os abusos sofridos pelo ex-companheiro, Fernando Jorge Salomão, e sua luta para reconstruir a vida.
Amanda tinha apenas 14 anos quando conheceu Fernando, então com 19. O relacionamento, que começou na adolescência, logo revelou sinais de violência. “Ele dava soco na parede, quebrava portas, vinha para cima de mim. Sempre foi agressivo”, lembra. Apesar dos alertas, o namoro evoluiu para um casamento que trouxe ainda mais sofrimento. Grávida aos 20 anos, Amanda sofreu agressões físicas, incluindo chutes, e era silenciada sob ameaça de mais violência.
Os abusos não se limitaram à violência física. Amanda enfrentou humilhações, violência sexual e imposições degradantes, como ser obrigada a pintar o cabelo de vermelho, usar roupas curtas e frequentar locais contra sua vontade. “Ele dizia que eu tinha que obedecer, porque ele era meu dono”, relata. As agressões resultaram em lesões graves, como costelas trincadas e braços enfaixados, documentadas em processos judiciais.
A violência psicológica também deixou marcas profundas. Fernando praticou alienação parental, afastando as duas filhas do casal de Amanda. “Ele virou a cabeça das meninas contra mim, me deixou sem nada”, diz. Mesmo após a separação, há três anos, a perseguição continuou, com Fernando descumprindo medidas protetivas e rondando a casa de Amanda, mesmo usando tornozeleira eletrônica. Recentemente, ele foi preso por perseguição e violação das ordens judiciais.
A virada na vida de Amanda veio com uma promessa feita durante a gestação de sua filha caçula. “Prometi a Deus que, se ela nascesse saudável, eu nunca mais ia me curvar a ele. E cumpri”, afirma. Com apoio da fé, ela encontrou forças para dizer “não” e encerrar o relacionamento. Hoje, em tratamento psiquiátrico e psicológico, Amanda busca paz e justiça. “Quero que ele pague por tudo que fez”, declara.
A história de Amanda é um alerta para outras mulheres. “Não aceitem. Sei que é difícil, porque demorei 21 anos para sair, mas procurem ajuda. A violência destrói o psicológico, deixa marcas para sempre”, aconselha. Sua coragem em denunciar após 28 anos de sofrimento inspira outras vítimas a buscar apoio e romper o ciclo de violência.
A entrevista completa ao TopMídiaNews pode ser acompanhada acessando o link - https://www.topmidianews.com.br/campo-grande/apos-28-anos-de-violencia-mulher-encontra-forcas-para-denunciar/228533/
Para mais informações sobre casos de violência doméstica e canais de apoio, acesse os serviços da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher ou disque 180.